AVE SEM ASAS

Sempre que os olhos vestem a ternura da alma, as mãos atentas apontam os desígnios em falta.

SEI-ME…

Sei-me,

Inquieta

Na quietude do meu silêncio,

Qual ampulheta discreta

A contar o tempo…

Sei-me,

Ancorada

No pantanal da saudade,

Sem arestas no tempo,

A que me prendo,

A pensar-te!

26/02/2012

69 Respostas a SEI-ME…

  1. manuela barroso 18/04/2012 às 22:07

    Dos mais belos poemas com as mais belas palavras: silêncio e In-quietude.
    Isso Inquietude…
    E do tempo sobra a ampulheta medindo inquietações!
    Belíssimo, Ana!
    abraço

  2. Pérola 15/03/2012 às 8:49

    Hoje.sei-me inquieta. Como traduziste tão bem o que me vai na alma,neste momento. Posso roubar-te as tuas palavras? Se, algum dia as divulgar, terão sempre a tua assinatura, é claro.

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