AVE SEM ASAS

Sempre que os olhos vestem a ternura da alma, as mãos atentas apontam os desígnios em falta.

A Poesia no Encontro do Tempo – CCCampos – Vila Nova de Cerveira

A noite ontem, na Freguesia de Campos, Vila Nova de Cerveira, foi de poesia, a magia aconteceu e a emoção contagiou todos os presentes. Eu, que estive lá, fui uma das concorrentes, e o momento alto da noite deixou-me os olhos rasos de lágrimas. Fui contemplada com o primeiro prémio e é com muita alegria que o partilho hoje, aqui com vocês.

O ROSTO DA FOME

Que vergonha,

O rosto da fome

Tem olhos de criança,

Pele macia e mãos pequeninas,

E traja o presente

Com a cor da esperança

Que os seus olhos vestem dia-após-dia.

Esquecido e calado, vagueia à deriva,

Pela sorte enferma que lhe chora a vida.

Nas mãos, um punhado de restos

Tão mudo e tão mouco…

E o que sobra e que fica

É uma sombra oriunda

Da cegueira de todos!

 

Que vergonha,

O rosto da fome

Tem olhos de criança!

13/08/2011


A Poesia no Encontro do Tempo

65 Respostas a A Poesia no Encontro do Tempo – CCCampos – Vila Nova de Cerveira

  1. Maria Lúcia Marangon 07/10/2011 às 18:00

    Essa agora eu não entendi! rsrs…
    Comentei para pedir ajuda e tive uma surpresa: o link funcionou! Mas, eu já desconfio do meu erro: configurei um blog como principal e estava, inadvertidamente, comentando com a url de outro blog. Acho que os meus 54 anos estão começando a pesar. rsrs…
    Beijos!

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