Qualquer Dia…
Qualquer dia,
Nem todos os sóis
Serão capazes de encandear
A nudez das palavras
Quando me vestem o olhar
De cada loucura
Que desejei sorver
E não fui capaz.
E,
Qualquer dia,
O mel da vida dissolve-se
Nos espelhos de um decrépito entardecer,
E não será mais o meu olhar
Quem dirá de mim
Todas as loucuras
Que desejei viver !
República da Impunidade

Hoje não sei descrever sentimentos,
Faltam-me as frases poéticas paridas naturalmente.
Hoje, tudo em mim é a branco e preto,
Com um sabor a revolta que não disfarça este momento.
Há em mim um cansaço desprovido de esperança,
Um alheamento brutal à passividade do silêncio
Porque a vida faz-se, fluindo suave e solta
Quando na verdade tudo é tão negro!
Triste, é ter de dizer que já não creio
Na honestidade de quem nos governa,
Nesta democracia camuflada
Que nos espezinha todos os dias,
Na veracidade incolor da justiça,
Quando o pano de fundo é pura aldrabice.
Há gatunos em todas as esquinas,
Parasitas que fingem trabalhar,
Políticos, verdadeiras obras primas
Na arte de aldrabar!
Triste, é sentirmo-nos violentados
Até na nossa essência,
Descobrir que protegido é quem viola a lei,
Sofrer de insegurança e calar a indecência
De quem se crê imune e se julga rei.
Palavras

Nem sempre,
As palavras, leva-as o vento…
Há delas
Que permanecem teimosamente
Como frágeis promessas
Semeadas no tempo.
Os números de 2011
Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.
Aqui está um excerto:
A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 14.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 5 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.









Disseram de sua Justiça: