Qualquer Dia…

Qualquer dia,

Nem todos os sóis

Serão capazes de encandear

A nudez das palavras

Quando me vestem o olhar

De cada loucura

Que desejei sorver

E não fui capaz.

E,

Qualquer dia,

O mel da vida dissolve-se

Nos espelhos de um decrépito entardecer,

E não será mais o meu olhar

Quem dirá de mim

Todas as loucuras

Que desejei viver !

11/02/2012

Categories: Poesia de Ana Martins

República da Impunidade

Hoje não sei descrever sentimentos,

Faltam-me as frases poéticas paridas naturalmente.

Hoje, tudo em mim é a branco e preto,

Com um sabor a revolta que não disfarça este momento.

Há em mim um cansaço desprovido de esperança,

Um alheamento brutal à passividade do silêncio

Porque a vida faz-se, fluindo suave e solta

Quando na verdade tudo é tão negro!

Triste, é ter de dizer que já não creio

Na honestidade de quem nos governa,

Nesta democracia camuflada

Que nos espezinha todos os dias,

Na veracidade incolor da justiça,

Quando o pano de fundo é pura aldrabice.

Há gatunos em todas as esquinas,

Parasitas que fingem trabalhar,

Políticos, verdadeiras obras primas

Na arte de aldrabar!

Triste, é sentirmo-nos violentados

Até na nossa essência,

Descobrir que protegido é quem viola a lei,

Sofrer de insegurança e calar a indecência

De quem se crê imune e se julga rei.

24/01/2012

Categories: Poesia de Ana Martins

Palavras

Nem sempre,

As palavras, leva-as o vento…

Há delas

Que permanecem teimosamente

Como frágeis promessas

Semeadas no tempo.

11/01/2012

Categories: Poesia de Ana Martins

Os números de 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um excerto:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 14.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 5 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

Categories: Poesia de Ana Martins